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Sinistralidade é um dos termos mais importantes (e temidos) quando se trata do seu plano de saúde corporativo. Além de gerar muitas dúvidas no dia a dia do RH, esse indicador está diretamente ligado aos reajustes do benefício e ao equilíbrio financeiro do contrato.

Se os gastos com consultas, exames e internações aumentam, o impacto aparece rápido no orçamento da empresa. E é aí que muitos RHs se perguntam: “onde foi que o custo saiu do controle?”

Por isso, neste artigo, você vai entender o que é sinistralidade, como ela funciona na prática e quais ações ajudam a reduzi-la, garantindo mais previsibilidade e equilíbrio no plano de saúde corporativo.

Confira os tópicos:

  • O que é sinistralidade em planos de saúde corporativos
  • Por que a sinistralidade afeta o custo do plano de saúde da sua empresa
  • O que o RH pode fazer para reduzir a sinistralidade
  • Perguntas frequentes sobre sinistralidade
  • Como manter o equilíbrio do plano de saúde corporativo a longo prazo

Boa leitura!

O que é sinistralidade em planos de saúde corporativos

Antes de falar em reajustes, negociações ou estratégias de redução de custos, é fundamental entender o conceito de sinistralidade e como ele funciona na prática dentro de um contrato de plano de saúde empresarial.

Conceito de sinistralidade

A sinistralidade mede a relação entre quanto a empresa paga à operadora de saúde e o quanto os colaboradores utilizam os serviços médicos dentro de um determinado período.

Em outras palavras, ela mostra se o valor arrecadado com as mensalidades está sendo suficiente para cobrir despesas como:

  • Consultas médicas;
  • Exames;
  • Internações;
  • Procedimentos e tratamentos.

Como é feito o cálculo da sinistralidade?

A fórmula é simples:

Sinistralidade = (valor dos serviços utilizados ÷ valor pago em mensalidades) × 100

Exemplo prático:

Se a empresa paga R$ 100 mil em mensalidades e os colaboradores utilizam R$ 80 mil em serviços médicos, a sinistralidade do período é de 80%.

Quanto maior esse percentual, maior é o alerta para o RH — especialmente quando se trata de futuros reajustes do plano de saúde corporativo.

Quando a sinistralidade se torna um problema?

A sinistralidade torna-se problemática quando os custos assistenciais se aproximam ou superam a receita do contrato.

De forma geral:

  • Até 70% → considerado um patamar mais saudável;
  • Entre 70% e 80% → sinal de atenção;
  • Acima de 80% → risco elevado de reajustes e desequilíbrio financeiro.

Quando esse indicador permanece alto por longos períodos, podem surgir consequências como:

  • Reajustes acima da inflação médica;
  • Encarecimento do benefício;
  • Dificuldade de negociação com a operadora;
  • Risco de cancelamento ou reestruturação do contrato.

Por isso, acompanhar a sinistralidade não é só uma tarefa operacional, mas uma estratégia essencial de gestão de benefícios corporativos.

Por que a sinistralidade afeta o custo do plano de saúde?

Depois de entender o conceito, fica mais fácil perceber por que a sinistralidade é um dos principais fatores de aumento no custo do plano de saúde corporativo.

Esse indicador é usado pelas operadoras como base para reajustes e renegociações contratuais, impactando diretamente o orçamento das empresas.

Abaixo, confira os principais pontos em que a sinistralidade afeta.

Reajustes e negociações com as operadoras

A sinistralidade do contrato é um dos principais indicadores analisados pelas operadoras no momento do reajuste do plano de saúde corporativo. Ela mostra se o valor pago pelas mensalidades está compatível com o uso do plano pelos beneficiários ao longo do período.

Quando a sinistralidade está acima do esperado, o reajuste tende a ser mais elevado. Já em cenários de uso equilibrado, o RH ganha mais poder de negociação, podendo buscar reajustes mais moderados e melhores condições contratuais

Para entender como esse custo é formado, é importante conhecer os principais tipos de reajustes que impactam o valor final do plano:

  • Reajuste técnico (por sinistralidade): aplicado quando as despesas assistenciais superam as receitas do contrato. O objetivo é restabelecer o equilíbrio financeiro e garantir a sustentabilidade do plano de saúde.
  • Reajuste por faixa etária: ocorre devido ao envelhecimento dos beneficiários. À medida que a idade avança, aumenta a probabilidade de utilização dos serviços de saúde, o que justifica os reajustes previstos em contrato.
  • Reajuste por inflação médica: reflete o aumento geral dos custos do setor de saúde, como honorários médicos, medicamentos, exames, materiais e novas tecnologias, acompanhando a inflação do mercado para repor o poder de compra da operadora.

É por isso que dois contratos aparentemente iguais (mesma operadora, região e número de vidas) podem ter custos diferentes ao longo do tempo. O nível de utilização do plano, refletido na sinistralidade, é um dos principais fatores que explicam essa diferença.

Impactos no orçamento e na gestão de benefícios

Quando a sinistralidade sai do controle, o impacto no orçamento do RH é imediato. O plano de saúde, que já figura entre as maiores despesas da empresa depois da folha de pagamento, passa a exigir ainda mais recursos.

Esse cenário pode obrigar a empresa a tomar decisões difíceis, como:

  • Aumentar a coparticipação;
  • Reduzir coberturas;
  • Trocar de operadora ou de tipo de plano;
  • Revisar a política de benefícios como um todo.

Essas mudanças, quando mal comunicadas ou feitas apenas para conter custos, podem afetar diretamente a experiência dos colaboradores, gerando insatisfação, queda no engajamento e até perda de talentos.

Por isso, controlar a sinistralidade vai além da questão financeira. Trata-se de manter um plano de saúde equilibrado, atrativo e sustentável, que cuide das pessoas sem comprometer a saúde financeira da empresa.

O que o RH pode fazer para reduzir a sinistralidade?

Reduzir a sinistralidade não significa limitar o acesso dos colaboradores ao plano de saúde, mas sim estimular o uso consciente e preventivo do benefício. Com acompanhamento, comunicação e apoio especializado, o RH consegue equilibrar custos e, ao mesmo tempo, cuidar da saúde das pessoas.

Abaixo, confira as principais ações que o seu time de RH pode realizar para reduzir o indicador de sinistralidade:

Promover programas de gestão de saúde

Uma das formas mais eficientes de reduzir a sinistralidade é investir em programas de saúde preventiva e cuidado contínuo. Essas iniciativas ajudam a identificar riscos precocemente e evitam o agravamento de doenças, que costuma gerar atendimentos emergenciais e internações.

Algumas ações práticas que o RH pode implementar:

  • Acompanhamento de doenças crônicas, como hipertensão, diabetes e obesidade, com monitoramento periódico, controle de exames e orientação sobre adesão ao tratamento.
  • Incentivo a exames preventivos, como check-ups e avaliações regulares, sempre de acordo com a recomendação médica.
  • Ações de saúde mental e qualidade de vida, incluindo apoio psicológico, incentivo à prática de atividades físicas e hábitos saudáveis.

Além de melhorar o bem-estar dos colaboradores, essas ações contribuem diretamente para a redução do uso intensivo do plano de saúde.

Nesse cenário, contar com programas estruturados faz toda a diferença. Um dos diferenciais da Copplasa é que você também pode contar com iniciativas voltadas ao bem-estar e à saúde mental dos colaboradores, como o Primeiro Apoio, um serviço de acolhimento psicológico especializado para beneficiários em sofrimento emocional; além de outras ações de cuidado contínuo, como programa de gestantes.

Tudo isso ajuda o RH a atuar de forma mais preventiva, humana e estratégica, promovendo saúde e contribuindo para a redução da sinistralidade no dia a dia.

Educar os colaboradores sobre o uso consciente do plano

Além de investir em prevenção, o RH tem um papel essencial na educação dos colaboradores sobre como utilizar o plano de saúde de forma consciente. Muitas vezes, o aumento da sinistralidade não está ligado a grandes procedimentos, mas ao uso inadequado do benefício no dia a dia.

Uma comunicação interna clara e constante ajuda a orientar os colaboradores sobre:

  • Quando faz sentido procurar o pronto-socorro e quando optar por consultas eletivas;
  • A importância de utilizar a rede credenciada;
  • Como funcionam coparticipação, reembolso, cobertura e canais de atendimento.

Quando as pessoas entendem melhor o plano que têm, o uso tende a ser mais eficiente.

O resultado é um benefício mais sustentável, menos pressão sobre os custos e uma experiência mais positiva tanto para a empresa quanto para os colaboradores.

Contar com uma consultoria especializada

Mesmo com ações internas bem estruturadas, acompanhar a sinistralidade exige leitura de dados, visão estratégica e negociação constante com as operadoras. E é justamente aí que o RH não precisa (e nem deve) caminhar sozinho.

Contar com uma consultoria especializada permite transformar números em decisões mais inteligentes, com análise contínua dos indicadores, acompanhamento dos sinistros e definição de estratégias que ajudam a reduzir custos sem comprometer a qualidade do benefício.

Com o apoio da Copplasa, o RH passa a ter uma parceira que entende o cenário do mercado, fala a mesma língua da operadora e atua de forma próxima; ajudando na negociação, na tomada de decisão e na construção de uma gestão de saúde corporativa mais previsível, eficiente e sustentável.

FAQ: Perguntas frequentes sobre sinistralidade

É comum que a sinistralidade gere muitas dúvidas no dia a dia do RH, especialmente quando o assunto envolve reajustes, custos do plano de saúde corporativo e tomada de decisão.

Para ajudar a esclarecer os principais pontos, confira abaixo as perguntas mais frequentes sobre o tema.

1. Qual é o percentual ideal de sinistralidade em planos de saúde corporativos?

Não existe um número único, mas o mercado costuma considerar até 70% como um patamar mais saudável. Esse nível indica que o uso do plano está equilibrado em relação ao valor pago em mensalidades, facilitando negociações e controle de custos.

2. Como o RH pode acompanhar a sinistralidade do plano de saúde?

O acompanhamento pode ser feito por meio de relatórios fornecidos pela operadora ou pela consultoria responsável pela gestão do benefício. Esses dados mostram a evolução dos custos, os principais tipos de utilização e ajudam o RH a identificar tendências e agir de forma preventiva.

3. Saúde mental também impacta a sinistralidade?

Sim. Questões relacionadas à saúde mental podem gerar afastamentos, atendimentos emergenciais e aumento no uso do plano. Programas de apoio psicológico, como o Primeiro Apoio, e cuidado contínuo, ajudam a reduzir esses impactos, promovendo bem-estar e uso mais equilibrado do benefício.

(conclusão): Como manter o equilíbrio do plano de saúde corporativo no longo prazo?

A sinistralidade é um dos principais indicadores da saúde financeira do plano de saúde corporativo, e ignorá-la traz impactos relevantes para o orçamento e para a experiência dos colaboradores.

Com acompanhamento constante, ações de prevenção, educação sobre o uso do plano e apoio especializado, o RH consegue transformar dados em decisões mais inteligentes, garantindo previsibilidade, controle de custos e um benefício mais sustentável ao longo do tempo.

A Copplasa apoia empresas justamente nesse processo, ajudando o RH a enxergar além dos números e a construir uma gestão de saúde corporativa mais humana, estratégica e eficiente.

Quer entender como reduzir a sinistralidade do plano de saúde da sua empresa?

Fale com um especialista da Copplasa e descubra como otimizar a gestão do benefício sem comprometer a qualidade do cuidado.

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